![]()

Pref‡cio
A
Ubiquidade das novas Tecnologias de Informa�‹o e Comunica�‹o (TIC), confronta a
nossa sociedade – e o nosso planeta – com potencialidades nunca
antes ao alcance da espŽcie Humana, mas tambŽm com desafios em uma escala
inimagin‡vel no sŽculo passado.
Tal Ž
bem ilustrado pela abrang�ncia espacial alcan�ada pelos saltos tecnol—gicos,
como Ž o caso da presen�a Humana interconectada, por via da sua Tecnologia. N‹o
s— ˆ escala do nosso planeta, como conectada aos corpos celestes vizinhos. O
fio condutor exemplificado pelas sondas em Venus e Marte, intermediadas por uma
esta�‹o espacial permanente na —rbita da Terra.
Vivemos
pois uma Era em que a Humanidade tem ao seu disp™r conhecimento e tecnologia
numa escala e natureza como nenhuma gera�‹o anterior presenciou, nem podia
antecipar. Em particular as tecnologias de informa�‹o e comunica�‹o, nalguns
casos em saltos inesperados, com a sua presen�a cada vez mais ub’qua, mostram
como a sua natureza instrinseca favorece a acessibilidade, a participa�‹o, o
empoderamento, de uma forma abrangente e igualit‡ria.
E contudo
crescem, em vez de diminuir, as desigualdades sociais; e acentuam-se
desequilibrios na rela�‹o da sociedade com a natureza, pondo mesmo em risco a
sustentabilidade da vida humana.
Hoje, temos evid�ncia de abusos
cada vez mais graves desta ubiquidade, lado a lado com as suas benesses (e a
crise covid-19 n‹o Ž excep�‹o). E contudo, o caminho que o desenvolvimento da
tecnologia tem vindo a seguir, dominado por empresas gigantes privadas, Ž-nos
apresentado como inevit‡vel. Como se os abusos fossem um "pequeno"
pre�o a pagar pelo progresso, pelas vantagens oferecidas, e que ir‹o sendo
benevolentemente corrigidos.
Ser‡ assim? N‹o vamos encontrar a resposta em
debates opinativos. Precisamos da Ci�ncia.
Para
identificar e caracterizar as potencialidades da crescente Ubiquidade
Tecnol—gica, encontrando o caminho para a sua concretiza�‹o; assim como para
compreender e ajuizar dos novos desafios e riscos correspondentes, Ž
fundamental a emerg�ncia de novas ‡reas cientificas. Eis o que deu origem ao e-Planning,
articulando o estudo aprofundado do salto
tecnol—gico, especialmente nas TIC, com o estudo do seu impacto transversal em
toda a Sociedade.
O que
traz consigo os seus pr—prios desafios – como seja o da
transdisciplinaridade. Porque a articula�‹o desses estudos, requer combinar curricula de engenharias com o de ci�ncias sociais e humanas.
Este Ž
o leitmotiv de uma obra sobre
e-Planning & Ubiquidade.
Roteiro
A
estrutura desta obra segue o designio de apresentar 5 sec�›es chave:
- O Keynote (e o seu enquadramento)
do Prof. Joseph Ferreira Jr., do Dept. Urban Studies & Planning do MIT
(Massachusetts Institute of Technology),
e co-fundador da ‡rea cientifica e-Planning, com foco numa iniciativa
marcante na comunidade cientifica internacional, que foi a Constitui�‹o de um
novo College multi-disciplinar no MIT,
fruto do reconhecimento do perigo de desenvolver tecnologia sem ci�ncia do seu
impacto;
- A
Origem e constru�‹o cientifica da ‡rea e-Planning, pois Ž importante
alicer�armos o estudo e interpreta�‹o dos fen—menos que hoje saltam ˆ vista,
naquilo que foi, e continua a ser, um s—lido trabalho de investiga�‹o, por quem
demonstradamente soube antever os dilemas que enfrentamos com o salto tecnol—gico,
quando muitos ainda negavam a sua relev‰ncia.
- O
Estado da arte da investiga�‹o e pr‡tica neste dominio, nesta edi�‹o com
foco nas cidades e territ—rio, e na inclus‹o e coes‹o;
- As Potencialidades
do salto tecnol—gico para a coes‹o e inclus‹o em espa�os regionais que
beneficiam de lingua comum – nesta edi�‹o, a CPLP;
e
finalmente, n‹o menos importante,
- Os
Desafios da transdisciplinaridade, exigida para lidar plenamente com os
desafios da Ubiquidade Tecnol—gica e os seus impactos transversais.
Como o
t’tulo bilingue indica, foi nossa inten�‹o disponibilizar uma vers‹o dos textos
em ingl�s, ipso facto a lingua
internacional da ci�ncia, alŽm da vers‹o em lingua portuguesa.
Nesta
1a edi�‹o, a lingua predominante Ž a portuguesa, e todos os artigos ou
interven�›es em lingua inglesa t�m, ou uma vers‹o portuguesa, ou artigos cujo
conteudo Ž substantivamente equivalente. O leitor pode assim escolher a leitura
de uns ou outros, sem perder informa�‹o.
Na 2a
edi�‹o, alŽm de alargar o espectro a mais temas importantes da Ubiquidade
Tecnol—gica (como o da privacidade e novos modelos econ—micos), a lingua
predominante ser‡ a inglesa. Esta sequ�ncia tem tamb�m a finalidade de dar
tempo a autores de escreverem vers›es em lingua inglesa dos seus trabalhos, com
boa qualidade.
Aqui
fica desde j‡ o repto.